É causada por um retrovírus que, desde que foi isolado, no final da década de 80 de um gatil da Califórnia, tem sido foco de interesse científico.
O mais provável meio de transmissão parece ser através de mordida, mas outras formas de transmissão ainda estão sendo estudadas. Fêmeas gestantes podem transmitir o vírus à prole pelo útero ou via amamentação, caso infectem-se durante a gestação.
Foram descritas 5 fases da infecção:
a) fase aguda
b) portador assintomático
c) linfoadenopatia generalizada persistente
d) complexo FAIDS
e) fase terminal
Machos que saem à rua são os mais afetados pela doença. Não existe risco para saúde pública.
Na fase aguda ocorre linfoadenopatia periférica (aumento dos linfonodos). Em fases mais avançadas, os sintomas são: perda de peso, diarréia persistente, gengivite, estomatite, doença respiratória crônica, linfoadenopatia e insuficiência renal crônica. Alterações neurológicas têm sido observadas em pequena porcentagem de gatos infectados. Ocasionalmente são descritos: doença inflamatória ocular, doença renal não-específica e desordens neoplásicas.
Diagnóstico:
a) Sinais Clínicos: doenças crônicas e infecções que não respondem bem ao tratamento podem levar o clínico a pensar em FAIDS.
b) Testes Sorológicos (detectam anticorpos): já que gatos infectados podem não ter vírus circulantes, deve-se fazer o teste ELISA para a detecção de anticorpos.
Além disso, desordens hematológicas (no sangue) são comuns nesta doença. Geralmente são observados leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos) e anemia não-regenerativa.
Tratamento:
a) Tratamento de Suporte: direcionado ao manejo de complicações. Não há terapia anti-viral específica. O animal deve ser avaliado pelo veterinário a cada 4 ou 6 meses para facilitar intervenção rápida quando surgem as complicações. Cuidados especiais devem ser tomados com relação à doença periodontal.
b) Interferon: pequenas doses orais de interferon-alfa podem ser benéficas para gatos infectados. Entretanto, este não é um agente viricida, é apenas imuno-estimulante.
c) Evitar o stress, oferecer dieta de boa qualidade e fazer administração apropriada de antibióticos quando necessário.
d) Isolamento: para evitar transmissão para animais sadios e exposição do animal doente a outros patógenos.
e) Estar atento: às possibilidades de infecções secundárias como toxoplasmose, hemobartonelose e infecções respiratórias.
f) AZT: seu uso ainda está sendo estudado.
O prognóstico da FAIDS é variável e depende do estágio da doença na época do diagnóstico. |